quinta-feira, 23 de julho de 2009
vá com deus, que eu também vou.
estou lhe escrevendo porque pronunciar o que preciso dizer dói demais. coisas ditas em voz alta são mais intempestivas e não possuem o filtro da borracha. além disso, corro o risco de amolecer e mudar de idéia, caso diante de você. prefiro assim.
está chovendo há dias, há meses, há anos, e a sensação é a de que você nunca vai chegar e de que sempre vai chover. como já vivi bastante, não sou tola a ponto de achar que a essa altura da vida você vá me presentear com sua presença constante. nem mesmo agora, com os filhos crescidos e barbados, nem mesmo avô, creio que crie coragem de enfrentar sua adorável esposa e deixá-la. ela que, a propósito, é uma outra coitada, assim como eu. deixo claro, tardiamente, que nunca tive a intenção de magoar sua senhora. ao contrário, me maldisse todos os dias por ter escolhido o homem errado, o de outra. traí uma mulher e, assim, minha própria dignidade. diga isso a ela. diga que tive escolha, sim, mas escolhi errônea e inconscientemente, não exaurindo a culpa. diga também que ela tem sorte de saber a arte de engolir mágoas, de aceitar tão passivamente um imbróglio - ou vários, vai saber. tanta resignação é digna de prêmios. tem, por fim, a sorte de ter você.
graças a deus, não sou mais quem fui e me arrependo de ter insistido tanto em tão pouco. amar sozinha não vale de nada. se me amou, de fato, fez questão de me dar só migalhas. e fui assim me contentando, me humilhando, me escondendo, me conformando. em algum ponto da história, li os sinais de outra forma; perdão. achei que fôssemos envelhecer e morrer juntos, segurando as mãos tenra e suavemente. mas cá estou a perecer ao modo como gastei a vida: sozinha e a esperar o amor que - só agora - entendi que nunca virá. só me resta pedir que me sejam absolvidos os pecados.
saiba que sempre lhe amei - que o fiz e faço com a mesma constância da minha respiração -, mas que desisto de lutar por entender ser vã a luta.
adeus, meu amor.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
por tudo o que não será.
conheceram-se de modo muito heterodoxo. ambos mentiram para parecerem mais interessantes. tempos depois, deram boas risadas com as histórias inventadas e não pensaram absurdos quando descobriram que era tudo farsa. só se admiraram com a vontade de estar junto, que acabou por criar novas realidades para cada.
os anos foram generosos. os amigos queriam ter o mesmo para si. também queriam ter encontrado tudo o que queriam tão cedo. liberdade, cumplicidade, companheirismo, carinho a olhos vistos. dinheiro faltava, dinheiro sobrava; tudo era motivo para uni-los ainda mais. os planos não paravam de crescer.
e, com menos drasticidade do que se esperava, os tais planos também mudaram. nem perceberam quando já queriam expandir as perspectivas, crescer profissionalmente, dedicar-se aos amigos, conhecer pessoas novas, viver outras histórias. tudo foi ficando pesado demais, complicado demais, indissolúvel demais. não sabiam mais se eram bons juntos, mas admitir era o começo do fim, e também não o queriam. as risadas eram raras, escassas e tristes, de certo modo. o ciúme veio com força, mas não por medo de perder, só por posse, só por costume, só por ser uma chateação a mais, beirando o desrespeito presumido. as (agora constantes) brigas faziam chorar, gritar de desespero e dor. não passavam mais tanto tempo juntos, mal se viam em casa. buscavam viagens para pensar, sozinhos, se ficar valia o esforço. se ainda havia meios para salvar o que um dia fora tudo. os amigos, antes cheios de inveja, agora só colhiam constragimento ao vê-los hostis em sua presença. era penoso assistir a tudo e impossível não se lamentar tentando imaginar como tudo chegara àquele ponto.
só se sabe quão longe se foi quando não há mais meios para voltar.
e decidiram ir embora.
não de um lugar específico, mas de dentro de si.
e foram infelizes para sempre.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
this is what you get when you mess with us.
[essa é uma obra de ficção. hahaha.]
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
outro suspiro.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
in wonderland?
- é tarde! é tarde! é tarde! - diz o chapeleiro maluco.
e alice já não sabe que caminhos tomar.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
quem sou eu? pff.
terça-feira, 8 de maio de 2007
e você nunca esteve aqui.
é uma história dessas que deveriam ter uma lacuna, mas não foi o caso.
fui preenchida por quem decidiu não me achar irrelevante. por quem resolveu assumir o erro.
e até quem não errou me tomou para si. incrível, não? você deveria ter aprendido alguma coisa com eles ao longo dos anos. ter assimilado tamanha grandiosidade. ainda não aconteceu.
os presentes nunca foram esquecidos - todos ganhos numa época em que eu achava que lhe ter por perto era o mais importante. em que rasgar um embrulho dado por você era o máximo. o valor, naturalmente, só é percebido aos poucos, no decurso. os mimos de nada valeram, como se imaginava.
nunca houve passeios em que eu pudesse ver o mundo lá de cima, do seu ombro. nunca houve sorvetes ao entardecer, banhos de mangueira enquanto o carro era lavado, idas ao estádio para torcer pelo seu time, que eventualmente seria o meu. nunca existiu aquele passeio inesquecível ao parque de diversões, em que você atiraria no alvo para ganhar um ursinho pra mim - do qual não iria sair de perto. também não tive o carrossel. nele, lá de cima do pônei, eu não sentiria medo; você estaria acenando e mandando beijos enquanto eu girasse. você nunca cuidou das muitas febres. sequer houve mãos entrelaçadas; a sua bem maior que a minha. talvez assim, na minha cabecinha, ficasse claro que a sua proteção seria infalível.
não adianta vir como se pertencêssemos. você nunca vai ouvir o que quer, eu nunca vou precisar pensar em você como parte minha. e aconteceu de eu conseguir viver sem você, sem notar que alguém faltava.
sem anestesia.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
saudade que não cabe.
eu fui das pessoas que sugeriu; incentivei também.
só que não sabia que (o coração) ia pesar tanto.
bêibe,
não presta atenção em mim, não.
tenho uma tendência horrorosa a soar ridícula quando a coisa é impactante. tu até já presenciou. fico dramática, carente; um absurdo.
enfim, é só pra reiterar que te desejo toda a felicidade do mundo.
e parece hipérbole, mas não é. que essa nova empreitada dê muito certo, como tem que ser.
tu vai fazer muita falta aqui. muita, só deus sabe o tanto. mas a gente - falo por todos os que te querem bem - vai agüentar firme, pode deixar.
beijo, beijo.
amo tu, eu.
terça-feira, 10 de abril de 2007
birthday girl.
só consigo sorrir amarelo. inevitável.
ao menor sinal de uma felicitação linda, amável e sincera, a vontade é de virar avestruz.
[vergonha, muita vergonha. muita.]
além do mais, aniversários me dão crises de consciência hor-ro-ro-sas.
passaram-se 23, mas não lembro exatamente a partir de qual deles a tortura psicológica começou.
só sei que virou tradição.
not getting any younger.
not getting any wiser either.
quinta-feira, 5 de abril de 2007
what the...?!
enfim, paga-se bem.
quarta-feira, 28 de março de 2007
mi casa, su casa.
mais sobriedade, mais leveza, mais objetividade.
na forma, óbvio.
porque o desnorteio literário habitual continua.
fiquem à vontade,
esparramem-se;
esta pocilga é de vocês.
segunda-feira, 26 de março de 2007
eufemismo.
os olhos não dão mais conta de tanta água salgada.
os céus estão cegos e surdos às preces mais humildes.
insensíveis às mais singelas.
se ao menos a lacuna inc. fosse real,
todo o mundo poderia se livrar dessas dores horrivelmente densas.
ouch.
terça-feira, 20 de março de 2007
matriz.
muito foi dito e, disso tudo, pouco se recupera.
e eis que todo aquele amor que nasce no ventre fica pesado, e acaba-se sem saber que rumo tomar, para onde correr.
v for vendetta?
não, nem perto.
mas houve o cisma.
e doeu.
sexta-feira, 2 de março de 2007
após o sinal, deixe seu recado.
nunca conseguiu deixar de sentir uma tristeza resignada pelo entardecer. as dezessete e as dezoito horas continham uma melancolia que a atraía sem maiores explicações. pensava no tempo de criança, no escuro, na noite costumeiramente solitária; sempre no mesmo horário. postava-se à janela e observava, quase imóvel, todo o arredor. preparava uma garrafa cheia de café para que pudesse ordenar os pensamentos a cada gole sorvido. como demorava demais em cada, acabava por renovar a xícara fria com muita freqüência. sequer notava as lágrimas escapando, quentes, grossas. sentia uma nesga de dor sem saber propriamente a que se devia. tudo era como deveria ser, afinal. a família estava em harmonia - mantinha-se distante justamente para não quebrá-la -, as contas eram pagas com infalibilidade exemplar, e os amigos não a preocupavam nunca. eram todos bêbados e, destarte, muito felizes. procurava, sem cessar, os motivos para tamanha amargura.
não havia amor, nem pretensões de; esse não lhe fazia falta para a inteireza da felicidade que pensava vivenciar quando não estava a contemplar o ocaso.
sem ambições, achava que era chegada a hora.
só não sabia do que.
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
estorvo,
chico, me perdoa.
me perdoa mesmo; sério.
mas esse teu estorvo o é, de fato, ave!
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
e agora, dedé?
acho que fica por isso mesmo. deixa pra próxima.
o desnorteio veio como quem provoca tufão. não avisto a saída, apesar de saber que ela deve estar em algum lugar. não discerni a tempo se... ou não. se... se...
coisas para as quais não há resposta - pelo simples fato de não o terem sido.
que a abstração venha logo, e a galope.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
reset.
muito, muito - sei nem reproduzir, ave maria - feliz que o turbilhão acabou, mas meio que perdida, sem saber por onde (re)começar. só sei que não tenho pretensões de falar sobre o ano velho, até porque é uma convenção temporal que nada me agrada. se preferirem, ainda, um comentário que seja, posso dizer que a vida foi bem movimentada nos últimos meses. a roller-coaster ride, indeed.
tá tudo bem, posso reclamar não. não mais. apesar de continuar desempregad(íssim)a.
so maybe i'll join the circus.
antes que me esqueça, deixo beijo na bochecha aos que me toleraram enquanto intragável.
sem dormir, sem comer, sem me divertir, últimos dias de faculdade - realizem. obrigada pela paciência.
de novidade chata, pequenos aborrecimentos advindos de quem já foi alvo de muito respeito e admiração.
mariella é muito fácil de enganar, de fazer feliz, de pôr sorriso no rosto.
e, às vezes, até agradece a deus por essa, digamos, vulnerabilidade.
em outras ocasiões, amaldiçoa tudo o que a faz ser tão alvo, tão facilmente ludibriada.
que ninguém mais faça proveito disso, por favor. nem os outrora muito queridos.
mariella agradece.
[não pense que murmurou baixo o suficiente; ouvi tudo - e tomei um banho de falsidade; encharcou-me toda.]
ai, preciso de uma atividade esportiva.
as carnes gritam de dor a cada subir-e-descer de escadas.
sedentária demais, argh. remediemos.
àqueles que reclamam da minha ausência, volto muito em breve. estar aqui, por escrito, já é um bom começo. as visitas prometidas saem já. mesmo.
chega de acidez. no more tarja preta.
and that's all, folks.
cariño y besos.
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
déjà vu? oui.
imerso num desespero ligeiramente exagerado mesclado com auto-piedade.
meio paralisado, meio atordoado.
achou ruim ter esperado tanto tempo, ter remendado o que não aceitava mais fio.
há desses momentos de definição e transição que perpassam para dar a oportunidade de que se precisa.
ele, infelizmente, não soube reconhecê-lo. não à ocasião.
o fim, sem saída. coerente e sensato aceitar.
entendeu que deixara escapar o que talvez fosse seu sustentáculo para os dias ruins.
os tediosos, vulgares, sem brilho; sem ela.
confessou a si mesmo a perda do futuro anunciado, da felicidade abortada.
sem ela.
como?
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
why so serious?
tem sido difícil, é fato.
acabou-se o lirismo para criar, acabou-se a disposição para inventar.
e meu mau humor matinal agora dura o dia todo; todos os dias.
[o que salva o dia é o conforto das pessoas queridas e gargalhar com o dono dos olhos miúdos.]
que todos estejam bem.
e melhoras - para o caso contrário.
secret heart; feist.
[thanks, candie.]
quinta-feira, 23 de novembro de 2006
days of our lives.
tenho aparecido pouco, verdade seja dita, mas é a saúde precária que me afasta.
[engraçado. no lugar de saúde, escrevi saudade. fiz a edição aqui. culpa de quem vai embora e me deixa assim. voltem, pelamordedeus.]
alguém me contrata?
o desemprego assola o país, e eu, como cidadã participativa, não fico de fora.
preciso de dinheiro. e eu canto, danço, represento, ensino idiomas, traduzo bem direitinho, sou personal stylist de emergência e adoro comer. pro caso de alguém precisar de gourmand, sabe como é. e quase esqueci de mencionar: curso direito. ierc.
[mas tá acabando, saravá.]
o 'álbum desconhecido' da monophone saiu.
tá lindo que é uma beleza.
bom de ouvir que é uma coisa.
outra notícia boa é o notebook power turbo 3000.
presente de natal antecipado dado por um pouco de piedade, eu acho.
por fim, tem dica.
primeira e única temporada de os aspones.
sensacional.
y eso es todo.
quedamos acá, insones.
besos, muy queridos.
hasta la vista.
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
jigar khoon.
imersa nos países do oriente médio por esses dias, pude reafirmar a estupidez das gentes.
afegãos, paquistaneses, tadjiques e sua atual tentativa frustrada de ocidentalização.
o que há, na realidade, é o resquício marginal do regime talibã, disseminado pelo grupo al qaeda, e o terror ainda incrustado nos indivíduos que se submetem aos apelos (e exageros) religiosos; o fundamentalismo.
as mulheres perdem as vidas - mortas por apedrejamento - por um flerte, uma suspeita de traição, ou têm seus olhos furados por não usar a burca. outras têm todo o corpo engessado por meses para assegurar a castidade. aquelas que podem não lecionam nem podem oferecer oportunidade de estudo a seus filhos pela ignorância dos maridos.
em meio à invasão soviética, às constantes guerras civis e à investida da aliança do norte... até quando?
jigar khoon.
terça-feira, 7 de novembro de 2006
a vida como ela é.
autêntico manual para o savoir vivre.
alerta para o cinismo das gentes, o erotismo que existe - ou não - em cada, o falso pudor de quem vive de imagens e figuras, a maledicência invejosa das senhoras mal amadas, a inocência perdida das raparigas, a malícia da maioria, os costumes arraigados, a nova mocidade corrompida e libertina, os primeiros e últimos amores e casos; um deleite.
é como se o querido rio (de janeiro) fosse aqui.
na vizinhança mesmo, provinciano como ele só.
nos anos 50 e agora. tudo igual.
a vida como ela é.
quarta-feira, 1 de novembro de 2006
only i am to blame.
entristece, chora e até esperneia - e nada.
a confiança em si e no resto já foi toda pelo ralo.
e só sobra mesmo a fé, que é, naturalmente, de ordem maior.
o mosaico rachou.
ensaiou um esfarelado triste, que carregou consigo o resquício do que havia de (sentimento) bom.
maus presságios.
inferno astral - parte II.
.to have and not to hold; madonna.
terça-feira, 31 de outubro de 2006
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
release babão.
o resultado das influências de cada um dos seis integrantes - amigos de infância ou de esbarrões em função de suas trajetórias musicais -, é uma miscelânea fantástica, em que o predominante é o bom gosto. concretização fática da esperada mudança de ares na cena onde inicialmente se lançaram - a cearense; amém.
criada em 2005, a MONOPHONE já mostra a que veio. composições fortes, maduras, latentes, desconcertantes. letras sofisticadas para os mais exigentes, estrutura meticulosa para os mais requintados. há quem as aprecie e conheça como se oração diária fosse, de cor. melodia primorosa, nada deixando a desejar aos mais ávidos por boa música.
a batida dançante de “mal me quer”; as verdades cortantes de “no seu lugar”; o apelo suave de “nada resta”; a construção matemática perfeita de “dízimas”; a linda e triste história de “velho salão”; a incógnita de “jung”; a força literalmente bombástica de “20.000 milhas”; a melancolia da “menina só”; todas essas, dentre outras, provas audíveis da qualidade pouco vista na indústria fonográfica brasileira, não nos deixando mentir a respeito do impecável trabalho de criação. afirmação essa que é válida para todo o álbum: uma unidade indefectível.
tendo sido destaque do site especializado trama virtual por duas vezes, o sexteto teve a internet como sua maior aliada, dado seu caráter inegável de fonte extra-oficial. agora, com um material sensacional em mãos e prestes a dividir com o público já cativo o êxito constatado em shows - incluindo-se aí a participação no maior evento de moda do estado do ceará, tendo cedido uma de suas canções para tema de bem sucedida coleção -, e no espaço aproveitado em programas de rádio e televisão, a MONOPHONE prepara uma agenda de shows de divulgação do “álbum desconhecido”. com o perdão do trocadilho infame, ‘desconhecido’ mesmo só a quem estiver tapando os ouvidos a tão boa amostra.
[dica: teste todos os links.]
quinta-feira, 19 de outubro de 2006
the eye of the beholder.
queria que as pessoas não se tratassem com tanta farsa, tanto fair play, tanta dissimulação. que tudo fosse simples, que não houvesse máscaras - que mais parecem totens, de tão fechadas. as entrelinhas a desvendar só serviriam para os sentimentos bons, não para os pequenos, os medíocres. há que se melhorar, há que se respeitar. não sei se essa frustração é advinda da minha fé no que há de bom nas pessoas, na minha incapacidade de desconfiar e aceitar certain feelings que me ocorrem esporadicamente; não sei mesmo. a dúvida é se mudo para cética e cínica ou se persisto na esperança frustrada de quem sempre acredita nas gentes.
e agora? quem poderá me ajudar?
la verdad es que...
hoje fui acordada por um sol furioso, cheio de disposição.
decidi, pois, que precisava cuidar mais da saúde (em virtude de uma sucessão de mazelas horrorosas), através, inclusive, da exposição a esse mesmo sol. bom para os ossos, dizem. o consolo é que encontrei - fruto da misericórdia divina e/ou de um farmacêutico muito consciente dos problemas dos desbotados - o sundown fps 120. estou só sorrisos. branquelos, alegrai-vos!
la santa croce.
como sempre me ocorre quando disponho de muito tempo pra pensar por conta de eventuais enfermidades - em coisas produtivas ou não, ressalte-se -, consegui concluir um raciocínio bom, politicamente correto, e resolvi mudar minha postura em relação a uma situação arraigada em mim há muito. não que eu estivesse agindo errado, não. só estava sendo permissiva, relapsa demais, e isso, sim, reflete negativamente; desventuras em série. assim sendo, essa abnegação cega e obediente vai tomar um outro rumo: o cesto de lixo.
mi dispiace moltissimo, davvero.
queridões, dias bons e muitos beijos.
precisando, estarei aqui.
[casa, comida e roupa lavada.]
eternal life; jeff buckley.
sábado, 14 de outubro de 2006
pardon me?!
Não deixe que os amigos abusem de você.
Trabalhe com calma e em silêncio.
[ah, não enche.]
chegamos a uma cumplicidade tal que não há quem desfaça. é uma delícia sentir tanto amor, tanta boa vontade, tanta felicidade quando juntos. minhas moças e meus rapazes preenchem minhas doses escassas do que quer que seja, do que quer que me falte de bom. pessoas tão bonitas que chegam a ser exemplares. alguns dos meus amigos deveriam ser transformados naqueles desenhos animados que são modelos de conduta, de tão amáveis, incríveis, dóceis. outros, não menos festejados, dariam um ótimo personagem do adult swim, me entupindo de orgulho e respostas ácidas; geniais, sensacionais, donos de um brilhantismo que não vejo fácil.
e assim quedamos, queridões.
amo vocês - e não abro.
bright idea; orson.
domingo, 8 de outubro de 2006
ainda.
de que tijolo estragado pode fazer desmoronar a casa.
de que atos falhos podem, sim, dizer muito sobre alguém.
[essa é a hora do "ou não..."; mas não há nenhum.]
this is the last time; keane